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Sindpetro vende gás de cozinha a R$ 40,00

Sindpetro vende gás de cozinha a R$ 40,00


Em greve, petroleiros voltam a subsidiar combustíveis a preços justos. Foto: Paulo Torraca

São José dos Campos

Os petroleiros completam 13 dias em greve, nesta quinta-feira (13), e a FUP (Federação Única dos Petroleiros) e seus sindicatos realizam,  em 10 estados da federação, ações solidárias para que a população possa ter acesso a combustíveis com preços justos. O objetivo é alertar os consumidores sobre os prejuízos causados pela política de preços que a Petrobrás adota desde 2016.
Apesar de extrair petróleo com um dos custos mais baixos do planeta, a Petrobrás reajusta os preços dos derivados nas refinarias de acordo com as variações do mercado internacional e, consequentemente, do dólar, que já chegou a R$ 4,30. Além disso, a empresa estatal vem reduzindo o uso de suas refinarias, que operam hoje abaixo de 70% da capacidade. Há seis anos, as refinarias operavam com 95% de capacidade. Ou seja, o Brasil está importando combustíveis que poderiam ser produzidos no país, o que nos deixa ainda mais expostos aos efeitos das crises internacionais. A situação ficará ainda mais grave com a venda de oito das 15 refinarias da Petrobrás.

Em São José dos Campos, o Sindicato dos Petroleiros realizou na manhã de hoje (13), uma ação de venda de 200 botijões de gás por R$ 40. A atividade, organizada pelos trabalhadores da Revap (Refinaria Henrique Lage/Petrobras), faz parte da agenda da Greve Nacional Petroleira. O objetivo da ação é conscientizar a população sobre as consequências da atual política de preços praticada pelo governo e do plano de privatização da Petrobrás, que encarecem cada vez mais o gás de cozinha e os combustíveis.
Para o presidente do Sindipetro SJC, Rafael Prado, a ação na cidade é para chamar outras categorias de trabalhadores. Portanto, ação de unidade e mostrar para a população os efeitos do processo de privatização. “Para os trabalhadores os efeitos estão na redução de direitos trabalhista e para a população está no custo do diesel, do gás de cozinha. O objetivo é que a população entenda, na prática, o quanto os valores praticados atualmente são abusivos. O Sindicato subsidia o preço de 200 botijões para que, pelo menos, uma parcela da população da cidade possa ter a experiência de comprar o produto por um preço justo”, disse Prado.
O metalúrgico aposentado Raimundo Martins Santos, 66 anos de idade, tendo uma senha de número 60, saiu do Galo Branco para pegar um botijão no depósito da Vila Industrial, “minha esposa viu no site e fiz uma economia de R$ 24,00. Dá até pra comprar uma carne moída”, afirmou.
Já a dona de casa Thaís Comenali, 30 anos de idade, portando a senha 127, pegou o filho mais cedo na escola e junto com a filha, deixaram o Campos de São José para garantir um botijão, “vi no site, agora pouco, andei 30 minutos de carro. Mas, acabei poupando R$ 30,00. No meu bairro o gás custa R$ 71,00 e os R$ 30,00 é quase a metade do valor do leite da minha filha”, disse.
Até as 10h45, o último da fila estava com a senha 141, Portanto, restando apenas 59 botijões. Os petroleiros distribuíram um material informativo explicando os motivos da ação. Veja as regras:

* será permitida a compra de apenas um botijão por família;  Os botijões subsidiados pelo Sindicato não serão vendidos para fins comerciais (bares, restaurantes e revendas); É obrigatório levar o botijão vazio; Os vouchers (senhas) serão distribuídos por ordem de chegada (a partir das 10h) até acabar a cota de 200 botijões; O pagamento, no valor de R$ 40, só será aceito em dinheiro.