Português Italian English Spanish

Manifestantes se unem contra Bolsonaro

Manifestantes se unem contra Bolsonaro


Caravana da região levou mais de 300 pessoas para São Paulo - Foto: Roosevelt Cássio/SindMetalSJC

São Paulo – SP

Este foi um fim de semana em que milhares de pessoas saíram às ruas para exigir o impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). No sábado (2), manifestações espalharam-se por pelo menos 300 cidades do Brasil e do exterior. Em São Paulo, o ato aconteceu na Av. Paulista e reuniu milhares de manifestantes.

As atividades foram convocadas pela frente Fora Bolsonaro e outras entidades, como a CSP-Conlutas, uma central de trabalhadores que tem sua base em São José dos Campos. O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos também levou suas bandeiras contra a fome, o desemprego, a inflação e as mortes provocadas pelo negacionismo do governo Bolsonaro. Uma caravana com mais de 300 pessoas saiu de São José dos Campos, Caçapava e Jacareí para se somar aos manifestantes de outras entidades. Integrantes de entidades sindicais, movimentos sociais e partidos políticos caminharam lado a lado para exigir a saída do presidente e do seu vice Hamilton Mourão.

Durante toda a manifestação, os participantes usaram máscaras de prevenção e foram orientados a manter distanciamento social e higienizar as mãos com álcool.

O presidente do Sindicato, Weller Gonçalves, falou em um dos dez caminhões de som posicionados na Av. Paulista.

“Bolsonaro é o responsável direto pelo fato de nosso país ter quase 600 mil mortes. Se não bastasse o genocídio provocado por Bolsonaro, Mourão e seus ministros, esse governo também ataca os direitos da classe trabalhadora. O Sindicato, filiado à CSP-Conlutas, defende uma tarefa que está colocada na ordem do dia: derrotar esse governo golpista e genocida, na luta e nas ruas, agora, já”, disse Weller.

Fome e desemprego

Além da condução criminosa do país durante a pandemia, o governo Bolsonaro acumula números que não são motivo de orgulho. Pelo menos 2 milhões de famílias entraram para a condição de extrema pobreza, entre janeiro de 2019 e junho deste ano, segundo o Cadastro Único do governo federal. Com isso, já são 14,7 milhões de brasileiros vivendo com menos de R$ 89 por mês.

O custo de vida não para de crescer. A cesta básica ficou, em média, 22% mais cara nos últimos 12 meses, de acordo com dados do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

Neste cenário de extrema pobreza e carestia, o número de desempregados também assusta. São 14 milhões de trabalhadores sem emprego. Foi essa realidade que levou milhares de jovens, trabalhadores e integrantes de movimentos sociais e sindicais para a Av. Paulista.

“Essa política econômica do governo Bolsonaro está sacrificando milhões de famílias, que não podem mais comprar nem mesmo uma cesta básica. A miséria está se expandindo pelo país, enquanto Bolsonaro finge que governa. A classe trabalhadora não pode aguentar mais tanto desemprego, inflação e precarização do trabalho. Vamos tirar Bolsonaro de Brasília. O lugar dele é na cadeia”, disse o secretário-geral do Sindicato, Renato Almeida.

Greve geral

Para tirar Bolsonaro e Mourão da presidência, é preciso mais do que ir às ruas. A CSP-Conlutas defende a construção de uma greve geral, com a participação de todas as centrais sindicais. No caminhão de som, o dirigente da CSP-Conlutas, Luiz Carlos Prates, o Mancha, criticou as outras centrais que ainda não iniciaram a convocação da greve em suas bases.

“É preciso uma greve geral no país, mas infelizmente vemos o silêncio das grandes centrais. A tarefa que nós temos é que se prepare uma grande paralisação para colocar Bolsonaro pra fora. Meus parabéns àqueles que vieram de São José dos Campos, Jacareí, Caçapava. A gente volta a se encontrar nas próximas manifestações. Vamos preparar na base a greve geral para lutarmos contra o governo genocida de Bolsonaro e Mourão”, disse Mancha.