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“É possível construir 150 aviões por ano com a chegada da Boeing” diz presidente e CEO da Embraer

“É possível construir 150 aviões por ano com a chegada da Boeing” diz presidente e CEO da Embraer

Paulo Cesar explicou aos empresários da região que a chegada da Boeing pode ser uma oportunidade de negócio, durante evento da INVOZ.

Por Paulo Torraca

Paulo Cesar de Souza e Silva falou aos empresários do setor aeroespacial da região na noite de ontem (08), na sede da Assecre, de São José dos Campos do possível crescimento na produção de aviões e de geração de empregos com o negócio com a Boeing. Ainda neste mês de abril a Embraer recebe a certificação e faz entrega de avião comercial e também da entrega do KC -190 avião cargueiro para Força Aérea Brasileira.
Paulo Cesar, que será substituído por Francisco Gomes Neto na presidência da Embraer no próximo mês, expôs alguns motivos para a Boeing utilizar a cadeia produtiva de SJC, e também da oportunidade de negócios com a possibilidade de aumentar a produção de aviões na planta Faria Lima, “hoje estamos produzindo 90 aviões e podemos construir de 140 a 150 aviões por ano, com a chegada da Boeing”.
Segundo Paulo Cesar a Boeing vai utilizar a cadeia produtiva local, “eles já decidiram que São José dos Campos é um centro de excelência da Boeing”, e destacou o fato da Embraer ser uma “empresa de excelência e eficaz mostra a maturidade dos fornecedores da Embraer” foi um dos motivos na negociação com a Boeing.
O presidente da Embraer falou para uma platéia de aproximadamente 200 pessoas por uma hora e meia da capacidade de fazer avião e também da capacidade de gestão da Embraer. Mostrou segurança ao comentar o futuro, “não é todo mundo que pode ter a Boeing como parceira e cliente”
Na empresa há 22 anos, o executivo Paulo Cesar destacou o sucesso do jato comercial E-192, “é o maior sucesso da historia da aviação comercial”, para Paulo Cesar o mercado de aviação está cada vez mais centralizado, muitas fusões em 2010 “chegamos ao teto (limite)”. Paulo Cesar também explicou os motivos que levaram ao negócio com a Boeing. “Qualquer erro nosso seria o fim da Embraer”.