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Demitidos rejeitam proposta da Ford e seguem em defesa dos empregos

Demitidos rejeitam proposta da Ford e seguem em defesa dos empregos


A proposta da Ford, rejeitada pelos trabalhadores, estabelecia uma indenização de 1,1 salário por ano trabalhado para os funcionários horistas. Foto: Divulgação

Taubaté - SP

Os demitidos da Ford Taubaté rejeitaram nesta quarta-feira (3) uma proposta de indenização da montadora pelo encerramento das atividades no país. Os trabalhadores reafirmaram o objetivo de seguir em defesa dos empregos, buscando reverter a decisão da empresa de deixar o Brasil.

A decisão foi tomada de forma unânime em assembleia realizada na fábrica pelo Sindicato dos Metalúrgicos. “É o emprego de pais e mães de famílias que está em risco. Vamos lutar até o último minuto para reverter essa situação”, afirmou o coordenador sindical na Ford, Sinvaldo Cruz.

Ele lembra que o impacto do fim das atividades da montadora não ficará restrito aos empregos diretos na Ford. Segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), mais de 118 mil postos de trabalho podem ser afetados em todo Brasil.

“Fizemos um pedido, e estamos aguardando um posicionamento da fábrica, para discutir com o presidente global da Ford. Porque ainda temos esperança de que possa ser revertido”, explicou Sinvaldo.

 

Negociação

A proposta da Ford, rejeitada pelos trabalhadores, estabelecia uma indenização de 1,1 salário por ano trabalhado para os funcionários horistas. Para os mensalistas, o valor seria de 0,7 salário por ano trabalhado.

Segundo o Sindicato, nesses patamares a indenização ficaria abaixo dos valores que os funcionários receberiam até o fim deste ano, entre salários e benefícios. O cálculo leva em conta que os trabalhadores e trabalhadoras na Ford têm estabilidade no emprego até 31 de dezembro.