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Metalúrgicos da GM atrasam produção e protestam contra retirada de direitos

Metalúrgicos da GM atrasam produção e protestam contra retirada de direitos

Empregados da General Motors de São José dos Campos atrasaram a produção em uma hora e meia, nesta sexta-feira (1º)

Os metalúrgicos da General Motors de São José dos Campos atrasaram a produção em uma hora e meia, nesta sexta-feira (1º). Em assembleia, o Sindicato expôs detalhes das negociações que estão em andamento com a empresa. A proposta de retirada de direitos foi repudiada pelos trabalhadores, que passaram pela catraca da fábrica somente às 7h. Segundo o Sindicato, após dez dias desde o começo das negociações (iniciadas dia 21), houve alguns avanços em determinados pontos. A GM recuou, por exemplo, na tentativa de aumentar a jornada para 44 horas semanais e aplicar a jornada intermitente e contrato de trabalho parcial na fábrica de São José dos Campos. Mas as negociações estão longe de acabar. Até agora a montadora se mantém intransigente em relação a direitos aos metalúrgicos. Entre os pontos que a GM insiste em manter estão congelamento de salário, nova grade salarial, terceirização irrestrita e fim da estabilidade no emprego para lesionados. A íntegra da proposta inclui 28 pontos – todos referem-se a retirada de direitos.

“A assembleia mostrou forte poder de mobilização na fábrica e que é necessário enfrentar a reestruturação. Já ficou claro que esta luta não é só dos metalúrgicos da GM, mas de todos os setores. O Sindicato dará continuidade a sua política de transparência, mantendo os trabalhadores informados sobre o que está acontecendo na mesa de negociação. Ao final, eles irão decidir se aceitam ou não a proposta da empresa”, afirma o vice-presidente do Sindicato, Renato Almeida.

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