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ECONOMIA
caminhoneiros contra os aumentos no diesel
Da redação

Os caminhoneiros deflagraram nesta segunda-feira (21) uma paralisação nacional por tempo indeterminado e bloqueiam rodovias em vários estados. Causando um prejuízo ao País.  

A categoria reclama do reajuste das tarifas do diesel, que encarecem o valor do serviço.  O protesto paralisou o transporte nas principais cidades e no final da tarde, o presidente Michel Temer (MDB) convocou uma reunião de emergência para tratar do preços e agora, estuda uma forma de tornar os preços dos combustíveis mais "previsíveis", disse Padilha ao deixar a reunião com Temer.  

Em sua política de reajustes praticamente diários, a Petrobras informou ontem (21) que elevaria os valores do diesel em 0,97% e os da gasolina, em 0,9% nas refinarias a partir de hoje (23). Na semana passada, houve vários reajustes de preço nas refinarias. 

Mas, o governo nunca considerou mudar a política da Petrobras de reajuste de preços dos combustíveis, afirmou o presidente da Petrobras, Pedro Parente, ao sair de reunião com os ministros da Fazenda, Eduardo Guardia, e de Minas e Energia, Moreira Franco, hoje (22), em Brasília, no Ministério da Fazenda.

"Fui convidado para a reunião. Na abertura da reunião, foi logo esclarecido que de maneira nenhuma o objetivo seria o governo pedir qualquer mudança na política de preços da Petrobras", disse, informando que os reajustes estão relacionados aos preços internacionais e ao câmbio.

Segundo Parente, a reunião teve o objetivo de dar informações sobre a dinâmica de mercado. Perguntado se a redução dos preços da gasolina e do diesel, anunciada hoje pela empresa, foi feita por pressão política, Parente explicou que a decisão foi tomada em função da queda do dólar ontem (21).

"A redução de hoje é simples de entender: houve uma redução importante de câmbio. É a prova de que essa política tanto funciona na direção de subir os preços quanto de cair os preços. O Banco Central interveio com mais intensidade no mercado ontem, houve uma redução de câmbio e isso foi refletido no preço de hoje", disse.

Com reforço da intervenção do Banco Central no mercado, o dólar comercial encerrou o pregão de ontem em queda de 1,35%, cotado a R$ 3,689. O resultado ocorre após seis altas consecutivas da moeda norte-americana frente ao real. Ao longo da semana passada, o dólar se valorizou 3,85% e chegou a valer mais de R$ 3,74 na sexta-feira (18).

Parente evitou falar sobre eventuais medidas que o governo possa adotar para reduzir os preços dos combustíveis, como mudanças na tributação. 
"O governo está preocupado com os preços e está procurando ver o que, no nível deles, pode ser feito", disse. Ele acrescentou que o assunto é de responsabilidade do governo. 
"Sobre esses temas da alçada do governo, só as autoridades do governo têm que falar", afirmou, ao deixar o Ministério da Fazenda.


 
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